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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"Eu amei desde o primeiro fiapo de barba até aqueles calinhos desajeitados nos pés.
Eu amei os olhos, os cabelos, 
os tropeços e as gargalhadas que vinham depois deles.
Eu amei cada piada ruim, cada estranheza sem fim,
cada demonstração sorrateira de afeto. 
Eu amei sorrisos, distrações, descasos e acasos. 
Eu amei gestos, cuidados, abraços e até suspiros.
Eu amei, desamei, amei de novo, chorei e ri de tanto amor que tinha, de tanta vontade, de tanto doar-me.
Brinquei com olhares despidos, com as purezas e sutilezas de querer tão bem alguém a ponto de esquecer-se só.
Dancei descompassadamente todos os dias, só pra ouvir teu riso em mim.
Gritei desesperadamente o amor pelo quintal e ouvi as batidas de um coração desesperadas pra dizer sim. 
E então sorri, sorri porque aprendi a preencher os breves espaços de saudade, com um pouco mais de amor todos os dias."

O moço e o ócio - Natália Brandão



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