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sábado, 3 de novembro de 2012


"Eu calço é 37
Meu pai me dá 36
Dói, mas no dia seguinte
Aperto meu pé outra vez
Eu aperto meu pé outra vez
Pai eu já tô crescidinho
Pague prá ver, que eu aposto
Vou escolher meu sapato
E andar do jeito que eu gosto
E andar do jeito que eu gosto
Por que cargas d'águas
Você acha que tem o direito
De afogar tudo aquilo que eu
Sinto em meu peito
Você só vai ter o respeito que quer
Na realidade
No dia em que você souber respeitar
A minha vontade
Meu pai
Meu pai
Pai já tô indo-me embora
Quero partir sem brigar
Pois eu já escolhi meu sapato
Que não vai mais me apertar
Que não vai mais me apertar
Que não vai mais me apertar
"
Sapato 36 - Raul Seixas


Material: Nanquin
Folha: A4

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Felicidade?
O Teatro Magico
"Disse o mais tolo: "Felicidade não existe."
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro."
O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"

O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!"


E a nostalgia da época de criança onde meu bem estar era brincar, me sujar correr, cair e chorar por apenas 2 minutos ou menos... da época em que meus tombos só me deixavam de sequela um ralado no joelho, onde meu maior terror era lavar o joelho na hora do banho com medo de arder.
Circos e palhaços que não eram de mídia e sim da arte. aquela sensação de que o homem podia voar enquanto estava no trapézio, os dias me perguntando como que aquela pessoa consegui fazer aquela magina? são coisas e mais coisas que regaram minha infância de alegria e muitos e muitos sorrisos sinceros!
E hoje quando grande ainda consigo apreciar essa arte achando ela a mais bela de todas as artes. 
Nesse desenho tentei fazer uma caveira mexicana do Fernando Anatelli vocalista da banda O Teatro Mágico que carrega com eles muitas coisas que me lembra circo que me lembra minha infância, infância essa que pretendo fazer com que meus filhos quando em terra estiverem vão conhecer e farei de tudo para que eles vivam o máximo dessas sensações que não tem preço!

Material: Lápis 6b, Tinta Látex PVA, Pastel Oleoso e Lápis Conté preto
Folha: A4



"Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você

Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu

Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus"

Não Existe Amor em SP - Criolo

Uma pequena homenagem a grande pessoa que Nayara Lopes é!

Material: Pastel oleoso, Lápis aquarelável, Lápis Conté Preto e Branco e Grafite 6B
Folha: A4